Arquivo mensal: setembro 2013

Quando nem tudo dá certo

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Antes de contar sobre as boas novas, tenho uma história sobre construção que não tem um final feliz ( ainda!)

Por mais de 35 anos, minha família teve como  lazer nos finais de semana um trailer. E diferente do que todos podem imaginar, éramos “roda quadrada”, ou seja, não viajávamos com ele. Escolhíamos um camping park que tivesse uma boa infraestrutura e lá ficávamos.

Após a morte do meu pai, e com a indústria de trailer no Brasil totalmente falida, resolvemos vender o nosso antes que  peças para a manutenção sumissem do mercado. Também pensávamos em mais conforto para minha vó, que já tem mais de 80 anos.

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foto acima é uma miniatura, mas dá pra ver a proporção.

Agora vou resumir um pouco. O camping park que estávamos antes de vender o trailer funciona como um clube, onde você adquire um título, o qual te dá o direito de estacionar em um espaço pré-definido (módulo) seu equipamento. Lá já era comum que pessoas se desfizessem dos trailer e construíssem pequenas casas. Estas são chamadas de contrailers, um híbrido de trailer e  container.

A questão é que o modelo que a maioria adotou era feito como chalés pré fabricados, o que não me agrada esteticamente e nem pela forma construtiva.

Resolvemos chamar a arquiteta Julian Le Grazie, que depois fez o projeto da casa da vila, para encarar essa empreitada. A estrutura seria em aço e teríamos bastante vidro na fachada.

Eis o projeto:

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Com todas as autorizações em mãos, começamos a obra. Lá pelo 4 mês a tal comissão de obra do clube disse (sem provar) que a altura excedia o permitido e embargou. Mas o negócio não parou por aí. Chamaram uma assembléia do clube para definir o que deveria ser feito (?) com a nossa obra.

O engraçado é que nenhuma das hipóteses que eles apontavam era a nosso favor. As opções eram: cortar a estrutura metálica (?) e levantar o piso (???) ou continuar o embargo indefinidamente.  Conciliação e justiça não é forte dos caras lá…

Já que diálogo também não é praia deles, resolvemos buscar as vias legais. O interessante é que o juiz designou a perícia e o laudo comprovou que não havia problemas com a altura.

Em qualquer lugar do mundo isso seria o ponto final da história, mas não aqui. O processo já tem 3 anos e  tudo que investimos está degradado.

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